NOTA POLÍTICA DO SINDISEP SOBRE AS QUEIMADAS NA AMAZÔNIA


O Sindisep/RJ vê com preocupação e alarme as reações exageradas do "governo" Bolsonaro às críticas contra falta de política ambiental e combate às queimadas, como se houvesse uma ameaça militar, a qual não há. As retaliações a que o empresariado e ruralistas serão submetidos em razão do desgoverno são nitidamente econômicas, visando a pressionar o setor exportador (agronegócio e mineração) que tem interesse direto no desmatamento para ampliar suas áreas de exploração. Tudo isso com a anuência do poder público.


Bolsonaro e os seus sabem disso, mas jogam para a plateia em um nacionalismo ufanista, reagindo de forma infantil . Desmantelaram e inviabilizaram as estruturas de fiscalização ambiental, trabalhista e acabaram com a política indigenista para agradar os setores mais atrasados do agronegócio e mineração semi-escravagistas.


Em outro front, Bolsonaro e Paulo Guedes aleijaram o “Exército de Caxias”, que, segundo o próprio governo, deverá funcionar apenas meio expediente, uma vez que lhe foi imposto um pesado corte de gastos. Assim, não há combustível nem pessoal para fazer frente a um conflito armado com um país desenvolvido que integre a OTAN. Ainda bem que não será necessário, pois não é o intento dos Europeus.


Valendo-se de mais um movimento covarde, acusam aqueles que denunciam a destruição da floresta amazônica de “fake news” por usarem fotos antigas. Ora, não há mentira alguma, a floresta está queimando, o governo apoia com seu silêncio a destruição da Amazônia e as fotos são meramente ilustrativas da realidade.


Quem mentiu (ou tentou) foi o governo Bolsonaro que atacou o INPE e exonerou seu presidente, substituindo-o por alguém totalmente despreparado, quando esse órgão alertou da explosão nos números do desmatamento o qual, historicamente, é seguido de queimadas. Como as estruturas de fiscalização ambiental foram desmanteladas, deu no que deu!


As trabalhadoras e trabalhadores do ICMBio, Ibama, Funai, Ministério do Trabalho e de tantas outras instituições federais tem denunciado, pessoalmente e através de seus sindicatos e associações, o desmantelamento ao qual estão sendo submetidos e que prejudica a execução de suas atividades de fiscalização. Foram colocados militares e ruralistas, com envolvimento em crimes ambientais em postos chaves do governo, o que aliado aos sucessivos cortes, resultaram no rápido agravamento da situação ambiental.


Por fim, quando um estrangeiro fala que “nossa casa está queimando” ele tem razão sim, afinal de contas todos nós moramos no mesmo planeta. Não são fronteiras humanas e arbitrárias que impedirão que os atos realizados em uma parte do mundo, prejudiquem todos os outros. Da mesma forma, apenas como exemplo, se explode uma bomba nuclear na Venezuela, nós seremos afetados também!


Vamos a luta, em defesa da Amazônia e de toda a humanidade!


Sindicato é pra lutar!

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