SINDISEP.RJ APROVA GREVE EM 14J

Ata da Assembleia Geral do Sindisep de 10 de junho de 2019


A assembleia Geral do Sindisep de 10 de junho de 2019 foi convocada em primeira convocação para as 18h00, tendo sido iniciada as 18h30 em segunda convocação. A assembleia foi coordenada pelo diretor Wellington Cruz e secretariada pelo diretor Raul Bittencourt Pedreira, que lavra esta ata. Foi proposta e aprovada a pauta da assembleia com os seguintes pontos: [1] Informes, [2] Construção da Greve Geral contra a Reforma da Previdência e [3] Outros assuntos da base.


I. Informes

1. As centrais estão se mobilizando para a greve e será realizada uma plenária das Centrais e frentes na próxima terça-feira, 11 de junho, as 18h00 no Sintsaúde, para estruturar a greve geral.

2. No museu do índio devemos ter a adesão de 20% da casa e será realizada nova assembleia de base na 5ª feira. A comissão sindical de base está buscando ampliar a mobilização dos trabalhadores e fortalecendo a luta pela reabertura do Museu do Índio.

3. Foi feita a assembleia do Museu Nacional de Belas Artes na última 5ª feira e foi eleita a comissão sindical de base, com quatro membros.

4. Hoje foi realizada a assembleia de base da Cultura, no Teleporto, onde está concentrado um grande número de servidores, porém a assembleia não foi tão cheia. Politicamente foi importante para apresentar o sindicato e debater a luta contra a reforma da previdência, elevando o grau de consciência da categoria, sendo esse o momento para fortalecer o sindicato. Ela deliberou para o Sindisep buscar as associações da Cultura e ampliar o debate na base, em especial sobre a reforma da previdência.

6. Alguns artistas estão fortalecendo a chamada pela greve geral.

7. Devemos fortalecer a atuação na base, fortalecendo o diálogo com os servidores.

8. Foram encomendadas faixas para a greve geral e para a luta do museu do índio.


II. Greve Geral

1. Foco nas denúncias sobre os problemas dos órgão, valendo-se de um jornal para dialogar com a base, apontando as principais questões de cada órgão. A elaboração do jornal é urgente para atender as demandas da base. Um ponto fundamental a ser abordado é a questão do aposentado na reforma da previdência. Há uma crescente demanda de organização da base e o Sindisep deve trabalhar com mais afinco.

2. Ontem, a notícia sobre a Lava-Jato altera a conjuntura e afeta o governo Bolsonaro que perde cada vez mais apoio. O golpe institucional que levou a saída da Dilma foi articulado por forças políticas. Agora o mesmo pode se dar com o desarticulado governo Bolsonaro, que engatinha com uma nefasta reforma da previdência, que prejudica todos trabalhadores. Momento delicado do país com retração econômica e sem perspectiva de melhora, apostando tudo na reforma da previdência que não é saída para os problemas do país. Devemos buscar mecanismos para ajudar e estimular a organização dos trabalhadores de aplicativos, como ajudá-los a se mobilizar.

3. A greve atual está aquém da greve geral de 2017, pois demorou a se reestrutura para defender os trabalhadores. Muitas direções se encastelaram nos sindicatos, afastando-se da base, sejam eles filiados à centrais ou não. Muitos sindicatos eram meros cartórios sem real ação na base. No serviço público a falência política do Sintrasef reflete de forma prejudicial no movimento. O Sindisep deve dinamizar sua ação, auxiliando na execução de tarefas fundamentais do movimento. O jornal é, de fato, indispensável, devendo ser construído por todos os trabalhadores.

Montar apresentação sobre a Reforma à ser realizada nos órgãos, capacitar os companheiros para falar sobre o tema e realizar rodadas nos órgãos. Adquirir notebook e projetor. A reforma da previdência repassará 9 trilhões ao sistema financeiro. A manifestação da Candelária será grande.

4. Estamos a 3 dias da Greve e temos o dever de fazer dela um sucesso, independente dos setores atrasados do movimento sindical, intensificando o debate e organização nos locais de trabalho. Devemos viabilizar comitês de convencimento nas entradas dos órgãos (Vicente, Raul e Marcelo serão os responsáveis) e utilizar mecanismos para estimular a participação no movimento de greve.

5. A afirmação de “defesa da previdência” pode causar confusão, levando quem vê a crer que trata-se de uma manifestação de apoio a reforma da previdência social. Devemos ser enfáticos no sentido de que somos contra a reforma da previdência. Muita gente também não está entendendo a reforma nem a ameaça que ela se constitui contra todo o povo.

6. Devemos trabalhar melhor os assuntos internos do sindicato para avançar na luta, fazendo dele uma ferramenta de luta e conscientização dos trabalhadores.

7. Precisamos nos organizar melhor, fazer as coisas com antecedência pois somos poucos no sindicato e as demandas são gigantescas. Aposentados acreditam que não serão atingidos pelas reformas e muitos novos servidores tem medo de serem prejudicados se participarem do movimento. As faixas podem causar confusão no grupo. Não dá para organizar as coisas por whatsapp. devemos estruturar nossas políticas de acordo com a realidade da base.

8. Deve ser feito um seminário sobre a Reforma da Previdência, (Edna e Joaquim e Rodrigo e Mercia serão os responsáveis) com toda a base, mais amplo, de forma a debater as questões sindicais e a Reforma da Previdência, convidando toda a categoria para ouvir palestrantes sobre o tema da Reforma, chamando outras entidades para participar e organizar. Devemos divulgar nas bases.

9. Foi um erro do movimento aceitar que o desmonte da previdência se chame de “reformar”. Paulo Guedes até lançou a capitalização como “nova” previdência. Não há greve geral de fato sem parar os meios de transporte, pois joga toda a responsabilidade em trabalhadores oprimidos e desesperançosos com o futuro. Mas a grande manifestação a ser realizada no final do dia é fundamental, sendo que os comitês de mobilização nos locais de trabalho, para ir ao ato, são fundamentais. Nos movimentos de 2013 houveram atos da direita no centro do Rio. As jornadas de junho de 2013 foram preponderantes para a derrubada da Dilma, pois viram que ela não era capaz de arrefecer a insatisfação das massas. O desastre é grande, seja pela destruição dos movimento sociais por sua captura, seja pelo governo Fascista de Bolsonaro.

10. Ir para a Central é um erro, pois lá não tem nada e lá os manifestantes ficam sem ter para onde ir. A economia da previdência será usada para vender as estatais. A previdência é superavitária, mas ela deixará de ser ao retirar a parte patronal. Todos serão atingidos, seja quem entrar antes, seja quem entrar depois. Até quem morrer é prejudicado pois reduz as pensões.

11. Sobre os materiais. Há de fato um debater longo por conta disso e devemos ensinar os conceitos corretos no nosso diálogo. Nos debates sobre a reforma da previdência, por exemplo, se aponta a necessidade de uma reforma tributária para inverter o debate. Ações mais radicais, não é o momento. Sobre o jornal, as áreas devem colocar o material básico no papel e repassar para o Wellington (jornal) que começará a estruturá-los para o jornal, a partir da semana que vêm.

12. Não serão só as pessoas que estão entrando no mercado de trabalho que irão sem empurrados para a capitalização, mas também aqueles que estão no mercado hoje serão prejudicados. Se a pessoa vai para um outro emprego e optar pela capitalização, o governo terá que repassar o $$$ que foi acumulado pela pessoa na previdência para os bancos que forem gerir a previdência privada, de forma a incorporar os empregados no sistema de capitalização.

13. Fazer uma faixa do Sindisep, com dizeres sobre o Sindicato. Fazer faixa contra a reforma da previdência. Fazer materiais impressos do Sindisep.

14. Ainda que a internet seja importante, a produção de materiais impressos é fundamental. Os colegas da ativa devem ter cuidado nas ações.

15. Passeatas grandes devem ser na Presidente Vargas, pois a Rio Branco ficou inviabilizada pela criação do Boulevard Carioca. Mais do que isso, do ponto de vista político, a realização de passeatas na Presidente Vargas é muito mais avançado, pois dialoga com os milhares de trabalhadores que transitam todos os dias pela Central do Brasil. Devemos fazer uma faixa “contra a reforma de Bolsonaro, Guedes [e os Banqueiros]” ou algum dizer similar (Raul será o responsável).

16. O sistema de hoje é composto por trabalhadores, patrões e governos. Bolsonaro poderá transferir recursos do FGTS para bancos privados.

17. Como conduzir o movimento até a Central do Brasil? É importante ter cuidados de segurança e acompanhar as orientações dos companheiros mais experientes.

18. Fazer outra faixa e tentar substituir a que está na gráfica.

19. Fazer uma charge exclusiva do Sindisep sobre a reforma da previdência. Envolvendo tanto ativos quanto inativos.


Deliberações

  • Decretação de Greve no dia 14 de junho de 2019

  • Produção de faixas contra a reforma da previdência

  • Elaboração de panfleto com charge própria do Sindisep - Raul

  • Realização de seminário sobre Reforma da Previdência - Edna e Joaquim e Rodrigo e Mércia

  • Convocar os trabalhadores para o ato da Candelária as 15h00 - Todos

  • Produção de jornal do Sindicato repercutindo a Greve Geral – Wellington concentrará os textos.

  • Comitês de convencimento nas entradas dos órgãos - Vicente, Raul e Marcelo

  • Realizar apresentações sobre a Reforma à ser realizada nos órgãos, capacitar os companheiros para falar sobre o tema e realizar rodadas nos órgãos e adquirir notebook e projetor - Vani e Raul


O último ponto foi suprimido a luz do adiantar da hora. Dito, sem nada mais a acrescentar, eu, Raul Bittencourt Pedreira, lavro esta ata.

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