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NOTA SOBRE TENTATIVA DE GOLPE DE ESTADO EM CURSO NA BOLÍVIA

Organizar a classe trabalhadora para resistir as tentativas de golpes fascistas, tanto lá, quanto aqui!


“A história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa”, frase escrita pelo filósofo alemão Karl Marx no século XIX se aplica perfeitamente a rotina de golpes de estado que ocorrem na América Latina, sempre que as enormes margens de lucro dos muito ricos estão ameaçadas e precisam aumentar a exploração sobre o povo. Disfarçam os golpes com apelos a “liberdade”, “pátria”, “família”, “moral”, “combate a corrupção” e tantos outros subterfúgios que visam a esconder a questão central por trás da quartelada (ou “parlamentada”, como no Brasil em 2016): dinheiro, dinheiro e dinheiro!


E mais uma vez esta história de tragédias está sendo repetida hoje, 26 de junho de 2024, na Bolívia, cujo presidente, Luis Arce, denunciou que estão ocorrendo “mobilizações irregulares de algumas unidades do Exército” do país, com vistas a derrubá-lo do governo. Isso ocorre após a demissão do chefe das Forças Armadas, Juan José Zúñiga ter sido exonerado por afirmar que não aceitaria a reeleição de Evo Morales pelo voto democrático e popular.


A pressão da burguesia boliviana e de seus parceiros (ou patrões) externos levou a um golpe de Estado que destituiu o então presidente Evo Morales (2006-2019) foi mais direto e declarou que “um golpe de Estado está se formando”. Ele apontou como responsável o chefe das Forças Armadas, Juan José Zúñiga, que foi destituído do cargo por Arce, nesta terça-feira, após advertir que não permitiria um novo governo de Morales. A crise recente ocorre em meio a um histórico de instabilidade política no país.


Na época, Elon Musk, dono da Tesla, escreveu no Twitter "Vamos dar golpe em quem quisermos", sobre a Bolívia e seu desafeto com Evo Morales, que o impedia de conseguir o controle das jazidas de lítio boliviano, minério estratégico para a indústria, especialmente para as baterias dos carros elétricos que produz. A liberdade que alguns defendem é apenas a liberdade deles ganharem dinheiro.


O governo boliviano resiste no palácio presidencial e ordenou que as tropas sublevadas voltassem aos quarteis. Milhares de trabalhadores já estão nas ruas pelas liberdades democráticas. As entidades sindicais bolivianas convocam a classe trabalhadora a preparar, se necessário, uma dura e decisiva resistência ao golpe. Entidades estudantis emitem chamados à mobilização e resistência. É o povo organizado dizendo em alto e bom som: fascistas, golpistas, não passarão! Não ao golpe!


Diretoria do Sindisep-RJ


Militares golpistas apontam armas de guerra contra a população que juraram proteger.




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